Ultraleves

Desenvolvida principalmente pelos avanços tecnológicos das últimas décadas, a categoria das aeronaves ultraleves, permitem hoje que qualquer pessoa tenha o céu ao seu alcance. De construção tão variada, desde a clássica construção aeronáutica de tubo e tela, à utilização de compósitos de ultima geração, com equipamentos simples a equipamentos tecnológicos como glass cockpit, GPS ou pilotos automáticos, de autogiros a anfíbios, os ultraleves estão hoje num dos grupos mais avançados e seguros da aviação não profissional.

O mundo da Aviação Ultraleve divide-se em 3 grupos:

  • O Grupo 1 consiste em aeronaves com comando de voo simples (2 eixos), tais como pára-motores ou pendulares motorizados (trikes).
  • O Grupo 2 engloba aeronaves com comandos de voo completo (3 eixos) e com uma velocidade de cruzeiro inferior a 148Km/h (75% da potência a 5.000 pés). As aeronaves deste grupo apesar de simples, podem voar em espaço aéreo controlado (desde que tenham o equipamento obrigatório e cumpram com a legislação em vigor), sendo possível percorrer sem qualquer problema, todo o espaço Aéreo Europeu. São aeronaves ultraleves na sua essência, ideais para quem quer usufruir do prazer do voo de lazer sem grandes custos.
  • No Grupo 3 incluem-se as aeronaves com comandos de voo completo (3 eixos), não têm limite de velocidade de cruzeiro, sendo comum encontrarem-se aeronaves que efectuem 250 Km/h de cruzeiro ou mesmo mais de 300Km/h. Estas aeronaves são também normalmente equipadas com equipamentos avançados, tais como pilotos-automáticos, hélices de passo variável ou trens de aterragem retrácteis.

Característica comum à aviação ultraleve, é a baixa velocidade de perda (velocidade mínima à qual uma aeronave perde as suas características de sustentação) situando-se obrigatoriamente nos 65 Km/h ou menos, o facto de poderem ser equipados com pára-quedas para a própria aeronave, o baixo consumo de operação (cerca de 12 litros de gasolina 95 Octanas por hora de voo) e a facilidade de operação.